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Vaidade

Vaidade, ilusão, poeira, efemeridade. Assim Salomão descrevia a existência humana. Tão atual que facilmente acreditaríamos que ele estivesse descrevendo o que acontece nas redes sociais. Dizia também que as muitas letras são apenas cansaço. Imagina se soubesse da quantidade de publicações de poucos minutos disponíveis na Internet.

Eu sofro de um sentimento de inutilidade, quando me deparo com tudo o que há produzido, com tudo o que eu mesmo produzi. Qualquer tentativa de escrever algo, de vez em quando se depara com uma sensação esmagadora de que não vale a pena, de que não é necessário, de que alguém já registrou melhor, de que ninguém irá prestar atenção.

Tento pelo menos escrever pouco, algo que penso ser útil para o instante agora. E no final, cada citação, cada texto, cada esforço, parece “descansar em paz”, jazendo nos abismos no anteontem, logo ali, mas que já ficou anos luz perdido diante do poder de atropelamento do momento.

Vaidade, ilusão, poeira, efemeridade.

©2015 Alexandre Robles

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