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ALÍVIO POR ORA, CURA, DEPOIS.

Na metáfora que o Apocalipse faz sobre a Eternidade, apresenta uma Árvore da Vida que cura as feridas, da qual todos poderemos nos servir. Penso que será assim, porque aqui na história, por melhores que sejam nossas experiências, ainda carregaremos feridas.

Algumas delas teremos vergonha de mostrar pedindo ajuda. Outras tentaremos sarar sozinhos, obstinada e solitariamente, como cirurgiões operando o próprio cérebro. Outras ainda, acreditaremos tratar, enquanto tratamos das feridas dos outros, como magia, numa esperança cármica de causa e efeito. E haverá às vezes em que mostraremos nossas feridas, pedindo socorro, a pessoas que sem compreender nossa dor, mostrarão que atrapalhamos sua festa, sua falsa sensação de vida plena, sua felicidade plástica facebooquiana; de algum modo nos dirão que não deveríamos mostrar nossa ferida, que deveríamos guardar pra nós mesmos, porque no fundo, nossas dores confrontam-nas em sua incapacidade, seu egoísmo e a aparência de felicidade que preferem ostentar.

Há feridas, que ainda que obtenham alívio histórico, serão saradas apenas na Eternidade.

Por isso, também, que os primeiros discípulos de Jesus cantavam e oravam “Hosana, ora vem, Senhor Jesus!”

Alexandre Robles

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