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ESPADAS OU ARADOS

Se você quer ter uma noção de como se compunha o grupo de discípulos de Jesus, imagine que havia gente revolucionária, que desejava pegar em armas para destituir Roma e que se aproximou de Jesus justamente por crer que Ele seria uma espécie de Messias Político. Havia também gente de extrema direita conservadora, que se servia do Poder que oprimia o povo com impostos absurdos, valores estes que eram cobrados pessoalmente por tais pessoas. Havia ainda gente apenas ocupada de sobreviver, enriquecer com seu comércio e desfrutar do conforto do consumo. Facilmente, à mesa, olhariam estranho um para o outro; haveria xingamentos semelhantes aos “coxinha” e “petralhas”; e cada um tentaria capitalizar sua relação com Jesus a fim de promover sua ideia política e social. Enquanto isso, alguns considerados alienados, apenas ocupados de seus interesses pessoais.

Jesus desarmava os ânimos e os convidava a uma tarefa maior, a de tornarem-se pescadores de pessoas; andarilhos servindo multidões com seus próprios pães; de apagarem tochas que antes desejariam utilizar para queimar inimigos; e de guardar espadas ao invés de cortar orelhas de soldados.

Tenho orado para que depois deste reboliço político, os amigos que têm se posicionado de modo tão apaixonado e antagônico, sejam novamente atraídos à mesa do Mestre, que tira de nossas mãos as espadas, que agridem a todos a começar de nós, e nos instrumentaliza com arados, para que nosso trabalho produza frutos de justiça.

©2016 Alexandre Robles

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