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ESTAMOS INDO, DE VOLTA PRA CASA

Estamos todos em busca do acolhimento profundo que perdemos no passado remoto, instantes após o Big Bang de nossa existência e que de poeiras estelares infinitamente distantes, condensou-se em forma de vida em nossa própria consciência. E assim fomos dados à luz. Desde que nascemos, nos perdemos, pois saímos do estado de maior acolhimento, ainda que limitado, que um ser pode viver, nesta vida; para a experiência de sobrevivência hostil que é a história, de cada um, de todos, dos mais iludidos aos mais conscientes de si mesmos. Nascer é perder e viver é buscar o caminho de volta. Não olhamos para o futuro quando sonhamos e idealizamos, mas para o passado, aquele passado remoto ao qual nossas consciências não foram apresentadas, mas que nosso inconsciente carrega de modo inexorável.

E o que haverá será sempre contentamento e adequação. Por mais perto que alguém chegue, não será realização.

Na jornada de volta, em que nossas almas procuram o útero do Criador, pequenas alegrias satisfatórias se fazem necessárias. Trarão alívio, senso de direção, gotejamento de uma esperança instalada em nós de que vamos chegar, seja como for que cada um, coletiva ou individualmente, descreva o lugar, todos queremos chegar.

Eu acreditei no Carpinteiro de Nazaré que disse que estava voltando pra Casa e que iria preparar lugar para nós.

©2016 Alexandre Robles

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