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QUE BOM QUE HÁ FOTOGRAFIAS

Quando crescem, sei que crescem porque já não olham do mesmo jeito, com aquele olhar que admira sem razão, apenas porque a gente é. Sei que crescem quando os beijos são raros; e em publico, proibidos. Filhos crescem e precisam reforçar que não são nosso, mas de si mesmos. Ainda bem que temos as fotografias e as imagens tatuadas na alma, como prova de que podem crescer o quanto for e serem para si mesmos o mais distante que quiserem, ainda são nossos de alguma maneira, nas lembranças que confessam, na verdade, que nós é que somos deles, até o fim.

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