Ebook A Mensagem de Jesus

 

Roteiro de estudo para pequenos grupos e estudo pessoal, baseado no Sermão da Montanha, de Jesus Cristo. Com 28 capítulos, que oferecem informações históricas e contextuais, aplicação atual e estímulo à reflexão e à conversa.

LEIA UM TRECHO:

1. É Possível?

À PRIMEIRA VISTA

Esta seção registrada no Evangelho de Mateus foi chamada de “O Sermão do Monte” ou de “Sermão das Bem-aventuranças”. Diz-se “do Monte” por causa do registro inicial em 5.1 de que Jesus subiu a um monte para ensinar. No entanto, Lucas, ao registrar o evento, diz que Jesus se posicionou em um Vale. Não que isso tenha importância fundamental no conteúdo, mas explica muito sobre o que os historiadores defendem ser uma das principais motivações de Mateus ao registrar os ensinos de Jesus em um bloco (Lucas registra os mesmos ensinos em partes diferentes), dizem os historiadores que Mateus quis comparar o Sermão do Monte de Jesus aos Dez Mandamentos de Moisés, que os recebeu de Deus, também em um monte.

 

Neste caso, temos a Lei dada ao povo através de Moisés e a Lei interpretada e aplicada por Jesus no Sermão do Monte. Disso sempre houve a discussão a respeito da aplicabilidade do Sermão do Monte. É possível cumpri-lo? Jesus nos deixou um código de leis? Elas substituem o Decálogo? Seria o Sermão do Monte apenas uma utopia?

 

Por muitas vezes, estudiosos e interessados nos ensinos de Jesus e da Bíblia se dividem, de modo polarizado, entre duas possibilidade: ou o que a Bíblia ensina deve ser praticado literalmente; ou seus ensinos são impraticáveis.

 

OLHANDO MAIS DE PERTO

A maneira que Jesus trata as leis já conhecidas do povo, sugere que Ele se compara à um rabino, uma espécie de líder religioso que ensinava seu modo particular de aplicação da Lei. Jesus afirma “vocês ouviram o que foi dito, mas eu porém lhes digo, antes de apresentar o seu entendimento. Ele considerava que outros “rabinos já haviam “dito” algo sobre a Lei e inclusive considerava que o povo conhecia a própria Lei, então se posiciona como novo intérprete.

 

Além disso, ele diz que cumpre a Lei em si mesmo e afirma aos seus seguidores que a justiça deles deve exceder à dos escribas e fariseus. O contexto é de confronto entre a tradição dos líderes religiosos e Jesus.

 

A espiritualidade judaica é profundamente prática, cada interpretação teológica se converte em algum ato concreto. Nisso difere fundamentalmente do exercício filosófico grego, por exemplo. Por isso que Jesus afirma que não vinha descumprir as leis de Moisés, mas cumpri-las.

 

OLHANDO PARA DENTRO

Jesus esclarece que esperava sim que seus seguidores cumprissem a Lei e que suas palavras não eram apenas para serem ouvidas. Ele diz que quem ouve e não pratica é um tolo que constrói casas na areia, que vive uma vida sem fundamentos, uma fé vazia.

 

Acontece que Ele não espera que cumpramos a Lei de modo cerimonial e externo, mas que entendamos o verdadeiro significado espiritual dos mandamentos. Para Jesus, não matar vai muito além de não atirar em alguém, mas tem a ver com ódio, raiva, difamações. Este é o espírito com que Ele interpreta Moisés.

 

Jesus nos convoca a olharmos para dentro de nós mesmos e observarmos que mesmo não quebrando publicamente as leis, em nosso coração fazemos. Esta é a convocação de Jesus em todo o seu ministério, para que o homem olhe para dentro de si mesmo.

 

Era comum que os fariseus se orgulhassem de não quebrar publicamente as tradições que eles mesmo determinavam para o povo, muito se orgulhavam de cumprir regras religiosas como jejuns, orações, esmolas e assim se apresentavam como justos diante de todos, requerendo o direito de julgar a todos e se orgulhando de serem vistos cumprindo a lei.

 

Por isso que a mensagem de Jesus é tão profunda, porque os que se diziam justos por não serem pegos em adultério com uma mulher, no coração cobiçavam e com o olhar seduziam; os que não matavam à espada, o faziam com palavras de ódio; os que não se divorciavam, repudiavam suas esposas.

 

Então Jesus afirma que a nossa justiça precisa exceder à dos fariseus. Queria Ele dizer que precisamos ser mais legalistas que os fariseus, cumprir um pouco mais que eles, como se fôssemos bater metas? Ou seja, se um fariseu jejua duas vezes por semana, um cristão deve jejuar três? Por certo que não, isso seria como aumentar a nota de corte de uma mesma postura farisaica de autojustiça.

 

A justiça que deve exceder a dos fariseus é a de Jesus. A nossa justiça é Cristo, nossa justiça não é própria, como era a dos fariseus. Jesus cumpriu toda a Lei e nos justificou nEle.

 

O que nos cabe praticar da Lei não são suas cerimônias, regras, liturgias e semelhantes, mas seu espírito. E cumprir este espírito, não para que alcancemos a aprovação dos que pretendem cumprir a Lei exteriormente, mas como resultado de nossa fé nEle. Ela não é um meio, mas um resultado. Aqueles que o seguem em fé, acabam experimentando as realidades do espírito da Lei.

 

Podemos dividir as leis de Moisés em dois grupos. Leis cerimoniais e leis da vida. As leis cerimoniais tinham efeito pedagógico e todas se tornaram realidade em Cristo, caíram em desuso. Eram como sinais de trânsito que apontavam um destino, uma vez tendo chegado, a placa se torna desnecessária.

 

Mas as leis da vida, como não roubar, não matar, não adulterar, etc, foram interpretadas por Jesus de modo a nos mostrar que elas acontecem no coração, antes de se consumarem na prática.

 

São essas leis que devemos viver. E Jesus explicou-nos como devemos viver. É disso que trata o Sermão do Monte e a este espírito é que vamos prestar atenção daqui pra frente.

 

FECHANDO OS OLHOS

Seguir Jesus, através da leitura e reflexão dos Evangelhos, é um exercício de olhar para si mesmo. Quem olha para si, há de perceber a necessidade constante de mudança e salvação. Às vezes, lemos a Bíblia pensando em pessoas que não cumprem o que está escrito. Essa atitude é como tentar tirar um cisco do olho de uma pessoa, tendo um pedaço de madeira no nosso.

 

Quando lemos e estudamos a Bíblia devemos olhar para nós mesmos. Depois, abrir bem os olhos para ver como vamos colocar em prática o que descobrimos. Ao olhar para si mesmo, agora, observe motivações, intenções e outras questões de seu coração. Creio que temos o que conversar com o Pai.

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