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EU ORO PELA CURA DE QUEM AMO

Quando oramos, não temos a pretensão de que sem nosso clamor Deus não aja; ou de que haja qualquer credibilidade ou justiça próprias que nos autorizem a exigir algo de Deus; e nem por nos prendermos a elementos simbólicos visando acessar algum mover místico de Deus. De fato, não sabemos e não podemos garantir o que Deus fará. Oramos, portanto, não para que Deus faça a parte dele, mas para dizer a Ele que se dependesse de nós, aconteceria o que estamos pedindo.

O restante é com Ele. Sempre é, por mais que nos esforcemos em crer e fazer com que não seja. No final, é sempre com Ele. Ele sabe o que é bom e mau. Ele sabe tempos e modos. Ele sabe e age.

Ao orarmos por alguém que amamos, para que não morra, estamos pedindo por nós, pela dor da separação, pelo medo de como será a vida depois.

Quando oramos pedindo a Deus que cure alguém, estamos dizendo que se dependesse de nós, o curaríamos, se estivesse ao nosso alcance, faríamos. Como não está, declaramos dependência a quem pertence a vida.

Oramos pedindo cura, porque não queremos perder quem amamos, mesmo quando sabemos que de Deus não se perde, mesmo sabendo que estará com Ele.

Porque amamos, oramos. Porque cremos, oramos. Porque dependemos, oramos.

2015 Alexandre Robles, orando pela cura da Lorena.

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