Publicado em

PARA COM ISSO

Havia uma mulher flagrada em adultério. Os religiosos recorriam à Lei e às suas interpretações e tradições que diziam que ela deveria ser apedrejada. Com pedras nas mãos a levaram até Jesus para testa-lo. Jesus afirmou que somente quem nunca tivesse pecado é que poderia executa-la. Ninguém ousou. À mulher Jesus disse: siga sua vida e não peque mais.

A gente sempre tem duas chances de parar de fazer o que é errado, o que nos agride, o que nos domina, o que nos desumaniza, o que fere a outros, o que nos afasta da experiência da presença de Deus. Através da morte, ou através da decisão simples de parar.

Não precisamos esperar a morte para mudar em nós o que precisa ser mudado. Não devemos afirmar que nascemos e morreremos sendo quem somos.

Há momentos em que tomamos consciência de quem somos e de algo que fazemos. Às vezes, na experiência de dor e vergonha, de julgamento e flagrante, como aquela mulher. Tais situações, em que somos expostos ao que somos, são possibilidades importantes de simplesmente dizermos que acabou, que não mais seremos como antes, que vamos mudar, que podemos seguir em frente porque ouvimos em nossa própria consciência a Voz de Deus, da Vida, que nos disse para deixarmos as velhas roupas da vida escravizada pelo mal e seguirmos em frente vivendo o novo.

Não precisa ser com a morte, pode ser hoje, agora. Vai. Segue em frente e deixe tudo pra trás.

2015 Alexandre Robles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *