Publicado em

A MORTE DE NOSSOS AFETOS RELIGIOSOS

Quando Jesus começou a ensinar publicamente, sua mensagem incomodava especialmente os religiosos, em boa parte porque se tratava de uma denúncia de uma prática religiosa legalista e manipuladora, mas não só isso. Também, porque seu ensino atingia apegos emocionais e culturais importantes. Ao relativizar o Templo, o Sábado, as cerimônias e a própria cidade de Jerusalém, por exemplo, Jesus estava mexendo com lembranças, histórias, linguagem e relações. Todos temos muita dificuldade em abrir mão de nossa bagagem afetiva e transformamos essas bagagens em Dogmas Religiosos a fim de que ninguém os altere.

Por isso afirmamos que certos instrumentos e certos ritmos musicais não podem ser executados na igreja porque são ou parecem ser profanos, quando na verdade estamos apenas nos agarrando em desespero à cultura de nossas lembranças afetivas, diante do que é novo.

Para seguirmos a Jesus precisamos fazer morrer nossos apegos afetivos com nossas tradições religiosas e familiares. Entende porque até nisso, seguir a Jesus implica em morrer para o passado a fim de viver uma nova vida?

2015 Alexandre Robles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *