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DA PRA MUDAR

Irritações, que são incômodos, tornam-se estresse e acomodam-se como linguagem nos relacionamentos, que chegam a ser transmitidos a outras gerações. De tão presente em nosso modo de reagir, passam a ser tratadas como se fossem parte da personalidade, aceitável, apesar dos estragos que causam nos ambientes. Para justificar o comportamento, pensamos ter direito às manifestações de irritação, diante das dificuldades da vida. Os irritados inclusive se irritam com a calma de outras pessoas, chegam a julga-los como se não se importassem.

Ninguém deveria viver irritado e qualquer pessoa pode tratar tal comportamento de modo consciente, pelas camadas.

Primeiro, assumir que se trata de um comportamento adquirido e não de um traço inato, ou seja, podemos e devemos mudar porque ninguém é obrigado a aceitar-nos do jeito que somos, porque não somos, apenas nos comportamos. Depois, avaliar que há situações e experiências que disparam tais processos e que podem ser modificadas. E então, assumir as rédeas das reações e aprender um novo comportamento, mais sadio pessoal e socialmente, como se fosse uma reeducação, assim como fazemos com a alimentação e os exercícios físicos.

2016 Alexandre Robles

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