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MARKETING DA FELICIDADE

Nós somos filhos da geração do marketing da felicidade, cujo o tema é faça de tudo e seja o máximo feliz que puder, utilizando seu tempo, conhecimento e recursos para isso. Os Templos Evangélicos também são guiados por isso e pela mobilização das pessoas para os projetos imperialistas de seus líderes, que seja guiando uma multidão ou apenas meia dúzia em algum canto da cidade, acreditam ser uma espécie de messias do movimento que irá ensinar todas as pessoas do mundo a conquistar tudo o que querem, usando as ferramentas religiosas adequadas.
 
Poucos os que ensinam e ajudam a refletir sobre a vida. A maioria mobiliza as pessoas para servirem de mão de obra de seu projeto institucional de crescimento.
 
Mas as pessoas são apenas pessoas, não peças da engrenagem ministerial de alguém. Ainda precisam voltar pra casa e cumprir tarefas cotidianas, ainda precisam cuidar de seus doentes, ainda passarão a maior parte de seu tempo lidando com necessidades urgências de sobrevivência e convivência.
 
Pena que entram e saem de templos lotados onde ouvem sobre vidas vitoriosas que não existem e retornam para suas vidas, mais confusas e mais culpadas, por não experimentar aquela vida declarada e oferecida no último de culto de domingo em que participaram.
 
Louca não é a pessoa que luta para viver como dá, num mundo caído e sofrido, mas aquela que promete que este mundo não existe e que é possível mudar toda uma vida a partir das catarses religiosas vividas no culto e com a confissão positiva e mentirosa de quem passa a crer que estará imune aos sofrimento somente porque faz parte da campanha de conquistas do último mês.
 
Em Jesus eu sou chamado a caminhar em verdade, não em marketing.
 
©2016 Alexandre Robles
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