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O LIMITE DA BUSCA

O que buscamos que torna alguns de nós insatisfeitos crônicos, à procura de algo que jamais se encontra, quando tal busca é capaz de destruir todos os mundos simples e possíveis construídos ao redor? Sim, alguns de nós somos tomados por uma angústia da busca, como se a busca em si tivesse se tornado nosso encantamento e sempre que chegamos a um espaço bom e satisfatório, na avaliação de todos ao nosso redor, nós simplesmente abandonamos tudo e seguimos procurando, procurando, procurando… Até que a alma cansa, a gente olha pro lado e percebe o estrago causado na vida de tanta gente que sinceramente ama, mas não entende porque o amor por tais pessoas, a vida simples e rotineira, o bem comum, enfim, não são capazes de apaziguar essa angústia pela busca de algo que não sabemos identificar!

Deixamos família, filhos, acreditando na necessidade de realização pessoal, profissional. Deixamos morrer o casamento porque buscamos relações que sejam leves, distraídas, agitadas.

E esse tal de contentamento que o Apóstolo Paulo descreve nos parece tão distante! Sofremos e desejamos “aprender a estar contente em toda e qualquer situação (Filipenses 4)”, porque a dor de ferir pessoas é tão lacerante quanto a dor da própria busca.

Mas há alguns de nós que não conseguem deixar de buscar, até o fim de suas vidas insatisfeitas.

©2016 Alexandre Robles

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