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Esperança não é própria da juventude. O que se tem nessa fase da vida é pretensão. Tem a ver com a segurança de que o futuro será ideal simplesmente porque é você que o está construindo e certamente fará diferente de todos que vieram antes de você, especialmente seus pais. Esperança é coisa de gente vivida, que mesmo tendo muitas razões para não mais querer viver, insiste no próximo passo com a certeza discreta e comedida de que vale a pena fazer de novo.

Poucas realidades são mais bonitas e inspiradoras que um olhar emoldurado de rugas e umedecido pelo orvalho da esperança.

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“Às vezes faço o que quero e às vezes faço o que tenho que fazer.” E o problema é que nossa geração não tem paradigmas do que se tem que fazer e sobra em tiranias de se fazer apenas o quer.

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Seja discreto sempre. Sua dor não é uma linguagem, jamais a use para se comunicar com as pessoas, você não precisa fazer dela uma forma de chamar a atenção. Apenas quando uma outra pessoa sensível e capaz de entender o que você sofre de verdade, se aproximar, é que você estará em ambiente seguro para dividir pesos. Seja discreto na alegria, sobretudo nela, porque é dela que as pessoas têm inveja, não da dor; e justamente por isso, somente suportará de verdade a sua alegria, quem ama de verdade. Seja discreto, também, em suas opiniões. Diferente dos posicionamentos que exigem publicidade dos quais não se pode fugir, as opiniões que carregamos sobre pessoas e situações são apenas nossas, muitas vezes apenas momentâneas, tão frágeis, preconceituosas, que não devem ser expressadas sob risco de nos estigmatizarem. Discrição, sobretudo, com o que viu e ouviu e que não lhe pertence, mas foi manifestado sob a fragilidade de alguém. Todos somos frágeis e indiscretos em algum momento de dor, alegria, loucura ou relaxamento e é muito bom estar cercado de gente discreta nessa hora, que testemunhará o que ninguém mais precisa saber e enterrará nos túmulos da discrição.

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PARADOXO
Pra ganhar, tem que perder; pra liderar, tem que servir; pra ascender, tem que descer; pra ser cheio, tem que se esvaziar; pra enxergar, tem que fechar os olhos; pra falar com Deus, não precisa de palavras; pra viver, tem que morrer a cada dia.

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A alma precisa de um processo de digestão e descarte, como o corpo. Precisamos encontrar mecanismos para digerirmos emoções, sensações, sentimentos, projeções e percepções sutis que ingerimos, todos os dias. Trata-se de entendermos realidades externas e internas. Depois, precisamos nos limpar das impurezas que não nutrem, elas precisam ser dispensadas, através de desabafos, catarses, confissões, perdão, posicionamentos, mudanças de pensamento e comportamento.
Alma bem alimentada e limpa funciona melhor.

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Nada nos afasta mais da verdade do que a necessidade de manter as aparências.
Flores de plástico chegam a ser mais vistosas e não morrem, mas ainda assim não são flores de verdade.

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Há teólogos mais preocupados em que os sírios muçulmanos não invadam a Europa Cristã, que em observar o desejo de Jesus de Nazaré: “quando eu fui estrangeiro, vocês me acolheram”.
Somente os cegos não percebem a distância que o Cristianismo Religioso, Teológico, Histórico e Oficial tomou do Evangelho de Jesus.

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A gravidade dos nossos dias exige serenidade para desfrutar de modo simples do bem que resta; sensibilidade para não fechar os ouvidos aos gritos dos que mais sofrem; coragem para enfrentar o mal com pequenas ações do bem; seriedade para não tornar-se negligente e idiota; fé para reconhecer as palavras de Jesus se cumprindo; lucidez para interpretar o mundo; engajamento comunitário para não perder-se na solidão; economia para administrar os parcos recursos; bom senso para abandonar as religiões manipuladoras, emocionais, litúrgicas, ambiciosas, alienadas e delirantes; e sobretudo o amor, tão frágil graveto que precisa se aproximar da fogueira fraca que está prestes a apagar e cumprir uma das últimas profecias de Jesus, de que nos últimos dias o amor de muitos esfriará!

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Sempre haverá um ambiente em que estaremos sozinhos, não importa quem e quantos vivam ao nosso lado; um ambiente em que nem os mais amados conseguem chegar, de onde chegamos a considerar que até mesmo Deus não esteja. Ali, Jesus perguntou porque seu Pai o havia desamparado.
Importante saber e lembrar.

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Quanto maior a propaganda, quanto mais performance no palco, quanto mais gritos no discurso, quanto mais técnicas de condução da massa, quanto maior a necessidade de fabricação de ambiente emocional, menor o conteúdo, portanto menor a real possibilidade de as pessoas serem salvas, libertas e transformadas de verdade.

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Transformamos a igreja em programa de auditório para entretenimento religioso, o culto em show e o pastor em gerente e empresário.
E não entendemos porque há tantos cristãos de ressaca e que não querem mais saber de igreja. Preferimos dizer que eles abandonaram a fé, quando na verdade é bem possível que uma boa parte deles apenas acordou da ilusão.
Deus abençoe hoje todos os que o buscam na alma, por causa dEle e a fim de encontrarem seu próprio caminho.

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Eu posso superar todos os limites e bater todas as metas, mas enquanto faço isso em competição com alguém ou para provar alguma coisa para alguém, não chegarei a lugar algum.

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PRESENTE NÃO SUBSTITUI PRESENÇA
Não se vê filho traumatizado porque o pai não pôde lhe comprar tudo o que queria; mas muito se vê, filho traumatizado porque o pai não lhe foi presente, porque passou a vida se preocupando em comprar tudo o que achava que o filho queria.

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Enquanto não aceitamos a nós mesmos, sobretudo a verdade de que não somos perfeitos, de que não temos razão e de que precisamos de perdão e rendição, passamos nossos dias construindo desculpas, buscando erros piores nos outros a fim de minimizar os nossos, ou nos arremessamos no caminho cínico da autoafirmação de uma vida marginal e rebelde, como arrogante declaração de que somos livres e fazemos o que queremos de nossa vida, chamando de certo o que todos chamam errado.

E somente quando recebemos revelação da Graça absoluta do Criador é que temos condições emocionais de assumir nossa condição carente e assim parar de lutar, rendendo-nos, em paz e alívio, ao amor.

2015 Alexandre Robles

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A maioria das pessoas se perde na leitura da bíblia com os óculos das religiões. E isso é pura desobediência a Jesus. Eu não sou cristão por ser do Cristianismo e não respeito o Judaísmo para além de seu significado histórico de preparação para a chegada de Jesus de Nazaré. Eu leio tudo, a vida, o Universo, a mim mesmo através de Jesus, como não iria ler também o Livro que registra sua história? Jesus é maior que o Livro!

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Jesus contava metáforas para se explicar, sabia que nem todos entendiam, mas sim aqueles cujos olhos haviam sido curados da cegueira da literalidade. Quem não entende metáforas, não conseguirá compreender Jesus.

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Às vezes a gente vê gente que parece estar de ponta cabeça, com a vida virada de pernas pro ar, mas na verdade eles estão do lado certo, é que o mundo está ao contrário e ninguém reparou.

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Que não confundamos rejeição à cultura evangélica com rejeição ao Evangelho. Eu posso não gostar da arte, das roupas e dos ambientes evangélicos e isso não quer dizer que não amo o Evangelho e não tente seguir os passos de Jesus.

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Confessemos, somos todos aprendizes deste Admirável Mundo Novo. Nós ainda não conhecemos os limites do que é ou não importante acessar, conhecer e preservar. Estamos em processo profundo de transformação, impossível de conceituarmos. O que dizemos sobre nossa própria geração é apenas escrita cuneiforme. Seremos objeto de estudo no futuro. Olharão para nós com a semelhante curiosidade que hoje temos, quando admiramos pinturas rupestres.

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O fim da dor de ter sido agredido, violentado, abusado, traído, de alguma maneira ou em alguma intensidade, jamais será o exercício da justiça ou da reparação, embora sejam importantes e disciplinadoras. O fim somente se dá através do perdão.

Enquanto quem foi ferido não perdoa, não há justiça reparadora que liberte-o da agressão sofrida.

2015 Alexandre Robles

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Vaidade

Vaidade, ilusão, poeira, efemeridade. Assim Salomão descrevia a existência humana. Tão atual que facilmente acreditaríamos que ele estivesse descrevendo o que acontece nas redes sociais. Dizia também que as muitas letras são apenas cansaço. Imagina se soubesse da quantidade de publicações de poucos minutos disponíveis na Internet.

Eu sofro de um sentimento de inutilidade, quando me deparo com tudo o que há produzido, com tudo o que eu mesmo produzi. Qualquer tentativa de escrever algo, de vez em quando se depara com uma sensação esmagadora de que não vale a pena, de que não é necessário, de que alguém já registrou melhor, de que ninguém irá prestar atenção.

Tento pelo menos escrever pouco, algo que penso ser útil para o instante agora. E no final, cada citação, cada texto, cada esforço, parece “descansar em paz”, jazendo nos abismos no anteontem, logo ali, mas que já ficou anos luz perdido diante do poder de atropelamento do momento.

Vaidade, ilusão, poeira, efemeridade.

©2015 Alexandre Robles